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Tecnologia com inteligência artificial inédita no Paraná chega a Curitiba para ampliar precisão e eficiência na detecção de câncer gastrointestinal

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Tecnologia com inteligência artificial inédita no Paraná chega a Curitiba para ampliar precisão e eficiência na detecção de câncer gastrointestinal

Com investimento de R$1 milhão, o sistema é utilizado em endoscopias e colonoscopias, e possui alta definição, analisando alterações nas imagens em tempo real

Um novo sistema de diagnóstico baseado em alta definição e apoiado por inteligência artificial (IA) chega a Curitiba com exclusividade para o Paraná, prometendo ampliar a precisão na detecção precoce de doenças do aparelho digestivo. Com investimento de aproximadamente R$1 milhão, a tecnologia foi incorporada por uma equipe liderada pelo médico Eduardo Aimoré Bonin, especialista em gastroenterologia, cirurgia digestiva e endoscopia.

Já adotada em centros de referência nacionais, a solução combina recursos avançados de imagem com IA para detectar lesões no trato digestivo, incluindo gastrites, pólipos e cânceres em estágio inicial com maior nitidez e eficácia em comparação aos exames tradicionais. É a primeira iniciativa a englobar os exames de endoscopia digestiva alta e colonoscopia no Estado, permitindo uma avaliação ampla do trato gastrointestinal.

Durante procedimentos como endoscopia digestiva alta e colonoscopia, o sistema atua como um suporte ao olhar clínico do médico. A tecnologia analisa imagens em tempo real, comparando-as com bilhões de padrões previamente inseridos, e sinaliza possíveis alterações que possam indicar pólipos, metaplasia ou outras lesões precursoras de câncer gastrointestinal.

Segundo Bonin, a ferramenta funciona como um reforço à análise médica e pode contribuir para diagnósticos mais precoces. “A inteligência artificial funciona como um segundo olhar durante o exame. Enquanto o médico interpreta as imagens endoscópicas com base em sua experiência clínica, o sistema faz uma varredura e destaca possíveis alterações em tempo real. Isso visa ampliar a capacidade de detecção de lesões precursoras do câncer”, explica.
A identificação precoce dessas alterações é considerada um dos principais fatores para reduzir a mortalidade por câncer do aparelho digestivo, especialmente no caso do câncer colorretal, uma das principais causas de morte por câncer no mundo.

Nessa iniciativa, além da tecnologia embarcada nos exames, Bonin desenvolveu uma concierge virtual baseada em inteligência artificial para acompanhamento do paciente. Batizada de Maya, a ferramenta funciona como uma assistente treinada a partir de informações inseridas pelo médico.

A assistente acompanha o paciente ao longo de toda a jornada do exame, oferecendo orientações antes e depois do procedimento, como preparo, alimentação e cuidados no período de recuperação. O sistema opera dentro de protocolos médicos previamente definidos e não realiza diagnósticos nem prescreve medicamentos.

“A Maya atende dúvidas comuns, garantindo suporte seguro e humanizado. Ela não substitui o médico, mas oferece orientação segura dentro de protocolos clínicos, ajudando a reduzir dúvidas comuns antes e depois do exame”, afirma Bonin.

A plataforma foi desenvolvida pela equipe do Presia Premium, composto pelo médico Eduardo Bonin, o motion designer Mauro Castro e o desenvolvedor Wesley Razzera, responsáveis pela interface digital e pela estrutura tecnológica do sistema.

As tecnologias estão disponíveis com exclusividade para a Clínica Endoscopia Mais, em Curitiba, cujos responsáveis técnicos são os médicos Adriano Reimann e Ana Maria Reimann. O serviço ainda inclui recepção personalizada, acompanhamento individual durante todo o processo e suporte digital no período pós-procedimento.

“A tecnologia é essencial para aumentar a precisão diagnóstica, mas o cuidado humano continua sendo o centro da medicina. A proposta é unir inovação tecnológica com uma experiência de atendimento mais acolhedora e segura para o paciente”, conclui o Dr. Adriano Reimann.

Vacinação de adultos segue abaixo da meta e acende alerta no Brasil

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Vacinação de adultos segue abaixo da meta e acende alerta no Brasil

Índices de vacinação na população adulta estão abaixo do ideal e, em alguns casos, não chegam a 5%

Apesar de o Brasil contar com um dos maiores programas públicos de imunização do mundo, a vacinação na população adulta ainda é um dos principais pontos de fragilidade do sistema de saúde. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), todas as vacinas recomendadas para adultos estão abaixo da meta de cobertura, que deveria atingir ao menos 95% para garantir proteção coletiva.

Em alguns casos, os índices são significativamente baixos. Levantamento divulgado pelo Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) aponta, por exemplo, que a cobertura da vacina tríplice viral em adultos gira em torno de 4,7%, evidenciando o distanciamento em relação ao ideal recomendado pelas autoridades de saúde.

Um dos principais fatores por trás desse cenário é a percepção equivocada de que a vacinação se restringe à infância. Para a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Elisa Lino, muitos brasileiros abandonam a caderneta vacinal ao longo da vida, seja por falta de informação ou pela ausência de campanhas direcionadas a esse público.

Esse comportamento representa um risco importante, tanto individual quanto coletivo. “A vacinação é uma estratégia de proteção ao longo de toda a vida. Quando o adulto deixa de se vacinar, ele não apenas se expõe a doenças evitáveis, como também contribui para a circulação desses vírus e bactérias na população”, explica.

Entre as vacinas que precisam de atenção na vida adulta estão reforços contra tétano e difteria, hepatite B, febre amarela, além da atualização da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Em alguns casos, também são recomendadas vacinas específicas de acordo com faixa etária, condições de saúde ou estilo de vida, como imunizantes contra gripe, pneumonia, HPV e herpes-zóster — esta última indicada especialmente para adultos a partir dos 50 anos, como forma de prevenir a reativação do vírus da catapora.

A baixa adesão à vacinação adulta também impacta diretamente o controle de doenças preveníveis. De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a queda na cobertura vacinal está associada ao aumento do risco de reintrodução e circulação de doenças que já estavam controladas no país. “Elas não desaparecem, ficam sob controle enquanto a população está protegida. Quando a cobertura cai, o risco de novos casos volta a crescer”, alerta Elisa.

Com esse cenário, a recomendação é simples: adultos também precisam olhar com atenção para a própria carteira de vacinação. A orientação é buscar avaliação profissional para entender quais imunizações estão em dia e quais precisam ser atualizadas. “Muitas vezes, a pessoa acredita que está protegida, mas já perdeu o prazo de reforço ou deixou de tomar alguma dose importante”, completa a especialista.

Mais do que uma proteção individual, a vacinação é uma medida coletiva de saúde pública. Manter o calendário atualizado contribui para reduzir a circulação de agentes infecciosos e proteger grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Exames de sangue podem indicar risco de câncer antes dos sintomas

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Exames de sangue podem indicar risco de câncer antes dos sintomas

Com aumento de casos no Brasil, especialista alerta para sinais silenciosos que podem aparecer nos exames

A ideia de que o câncer “aparece do nada” ainda é comum, mas não reflete o que a ciência tem demonstrado. Em muitos casos, o organismo já apresenta sinais de desequilíbrio anos antes do surgimento dos primeiros sintomas, e parte desses indícios pode ser identificada em exames laboratoriais.

No Brasil, o cenário reforça a importância da prevenção. De acordo com a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, considerando tumores de pele não melanoma. Quando esses casos são excluídos, a projeção é de aproximadamente 518 mil novos diagnósticos anuais. Os dados também indicam um aumento de cerca de 10,9% na incidência da doença em relação ao triênio anterior (2023–2025). Entre os tipos mais frequentes, destacam-se os cânceres de próstata, entre os homens, e de mama, entre as mulheres, seguidos por tumores de cólon e reto e de pulmão.

Apesar desse cenário, uma parcela significativa da população ainda realiza exames apenas quando há sintomas, o que reduz as chances de identificação precoce e tratamento mais eficaz. Segundo o responsável técnico do LANAC, Marcos Kozlowski, a prevenção passa por uma mudança na forma de encarar os exames laboratoriais. “O câncer não surge de forma súbita. Ele é resultado de um processo que envolve alterações metabólicas, inflamatórias e hormonais ao longo do tempo. Muitos desses sinais podem ser detectados antes mesmo de qualquer manifestação clínica”, explica.

Entre os principais marcadores que podem indicar que algo não está bem no organismo, estão:

Resistência à insulina

Mesmo com glicemia dentro da normalidade, níveis elevados de insulina podem indicar alterações metabólicas. “A hiperinsulinemia está associada a processos inflamatórios e ao estímulo de crescimento celular, fatores que podem favorecer o desenvolvimento de alguns tipos de câncer”, afirma Kozlowski.

Inflamação crônica de baixo grau

Marcadores como PCR ultrassensível (PCR-us) e ferritina ajudam a identificar inflamações persistentes no organismo. “Esse tipo de inflamação é silencioso, mas pode criar um ambiente favorável para o desenvolvimento de doenças crônicas, incluindo tumores”, diz.

Ferritina elevada

Além de indicar os estoques de ferro, a ferritina também funciona como marcador inflamatório. Níveis elevados, dependendo do contexto clínico, podem estar associados a maior risco e pior prognóstico em alguns tipos de câncer.

Deficiência de vitamina D

A vitamina D tem papel importante na regulação do sistema imunológico e no controle do crescimento celular. Estudos associam níveis baixos a maior risco e pior evolução de determinados tumores.

Alterações hepáticas

Mudanças em enzimas como a GGT podem indicar sobrecarga no fígado e alterações nos processos de desintoxicação. “Esses fatores já foram associados ao aumento do risco de cânceres, especialmente no fígado e no trato digestivo”, explica o especialista.

Desequilíbrios hormonais

Alterações em hormônios como estrogênio e progesterona, além de proteínas como a SHBG, podem favorecer o desenvolvimento de tumores hormônio-dependentes, como alguns tipos de câncer de mama.

Apesar da relevância desses marcadores, muitos check-ups ainda são focados apenas na detecção de doenças já instaladas. “Existe uma oportunidade de evoluir o modelo de acompanhamento da saúde, incorporando uma visão mais preventiva e personalizada. O exame laboratorial não deve ser visto apenas como diagnóstico, mas como ferramenta de antecipação de riscos”, reforça Kozlowski.

Para o especialista, a mudança de comportamento é essencial diante do avanço da doença no país. “Com o aumento no número de casos, identificar sinais precoces se torna ainda mais importante. A saúde não deve ser acompanhada apenas quando algo está errado. Antecipar riscos pode fazer toda a diferença no prognóstico e na qualidade de vida do paciente”, conclui.

Jockey Plaza Shopping recebe apresentação da Banda do Exército em Curitiba

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Jockey Plaza Shopping recebe apresentação da Banda do Exército em Curitiba

Evento gratuito marca as comemorações do Dia do Exército Brasileiro e reúne repertório com músicas populares, clássicos do cinema e canções marciais

O Jockey Plaza Shopping recebe, no dia 11 de abril, às 19h, uma apresentação especial da Banda de Música da 5ª Divisão de Exército. Gratuito e aberto ao público, o evento acontece em frente à praça de alimentação e integra a programação comemorativa do Dia do Exército Brasileiro.

Com um repertório variado, a apresentação reúne músicas populares, temas de filmes clássicos e canções marciais, em um formato pensado para aproximar o público da tradição musical das forças armadas.

A ação reforça uma parceria já consolidada entre o shopping e o Exército Brasileiro. Ao longo dos últimos anos, o Jockey Plaza tem recebido diferentes iniciativas abertas ao público, como apresentações musicais e exposições temáticas, incluindo mostras de veículos blindados e equipamentos históricos. “A proposta do Jockey é ser um espaço de convivência e experiências. Receber a Banda do Exército, assim como outras ações já realizadas em parceria com a instituição, reforça esse posicionamento e amplia as opções culturais e de lazer para o público”, destaca a gerente de marketing. Michelle Cirqueira.

A Banda de Música da 5ª Divisão de Exército integra a estrutura da divisão responsável pela atuação estratégica nos estados do Paraná e de Santa Catarina. Atualmente, a unidade conta com cerca de 14 mil militares, entre homens e mulheres, em prontidão permanente para o cumprimento de missões institucionais.

O Dia do Exército é celebrado em 19 de abril e remete à Batalha dos Guararapes, ocorrida em 1648, quando brasileiros de diferentes origens se uniram para enfrentar as forças holandesas no território que hoje corresponde ao estado de Pernambuco, episódio considerado um marco na formação do Exército Brasileiro. A apresentação conta com apoio da POUPEX e do GBOEX.

O Jockey Plaza Shopping fica no Tarumã, na Rua Konrad Adenauer, 370. O estacionamento tem valor de R$10 por até 30 minutos, e R$19 por todo o período dentro da mesma diária. As lojas funcionam de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h. As operações de alimentação funcionam de segunda a sexta, das 10h às 22h, aos sábados, das 10h às 23h, e aos domingos, das 11h às 22h.

Serviço:

Apresentação da Banda de Música da 5ª Divisão de Exército

11 de abril (sábado), 19h

Jockey Plaza Shopping – em frente à praça de alimentação

Gratuito

Peso, altura e posição de dormir: como escolher o colchão ideal para cada biotipo

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Peso, altura e posição de dormir: como escolher o colchão ideal para cada biotipo

Especialista explica como características do corpo influenciam na escolha e podem impactar diretamente a qualidade do sono e a saúde da coluna

Na hora de escolher um colchão, muitas pessoas levam em consideração apenas o conforto imediato ou o preço. No entanto, fatores como peso corporal, altura e posição de dormir têm papel fundamental na escolha do modelo ideal e podem influenciar diretamente na qualidade do sono e na saúde da coluna.

Um colchão inadequado pode gerar pontos de pressão, desalinhamento da coluna e até dores musculares ao longo do tempo. Segundo o diretor da Carneiro Colchões Artesanais, Jarbas Carneiro de Freitas, entender o próprio biotipo é um dos primeiros passos para fazer uma escolha correta. “Cada corpo exerce uma pressão diferente sobre o colchão. Quando o suporte não é adequado para aquele peso ou para aquela forma de dormir, o corpo não relaxa completamente e o sono deixa de ser realmente reparador”, explica.

Um dos fatores mais importantes na escolha do colchão é a relação entre peso corporal e densidade ou resistência do material. De forma geral, colchões com menor densidade atendem melhor pessoas mais leves, enquanto estruturas mais firmes são indicadas para quem tem maior peso. Segundo o especialista, há algumas referências usadas no mercado: pessoas com até 60 quilos costumam se adaptar bem a colchões com densidade D23 ou D28, que oferecem conforto sem gerar pressão excessiva. Já quem pesa entre 60 e 90 quilos tende a se beneficiar de densidades intermediárias, como D33, que equilibram suporte e maciez. Para pessoas com mais de 90 quilos, o ideal geralmente são colchões com densidade D40 ou estruturas reforçadas, capazes de oferecer maior resistência e durabilidade.

No caso dos colchões com molas ensacadas, a qualidade da estrutura interna também é um fator determinante. A quantidade de molas por metro quadrado influencia diretamente na distribuição de peso, na adaptação ao corpo e na durabilidade do produto. “Quanto maior o número de molas independentes, mais precisa tende a ser a distribuição de peso do corpo sobre o colchão. Isso reduz pontos de pressão e melhora o alinhamento da coluna durante o sono”, explica Jarbas. Na Carneiro Colchões Artesanais, por exemplo, os colchões são produzidos com 255 molas ensacadas por metro quadrado, de origem sueca, o que contribui para maior resistência estrutural, adaptação ao corpo e vida útil mais longa.

A posição de dormir também faz diferença

Outro ponto importante é a posição em que a pessoa costuma dormir. Cada postura exige um tipo de suporte diferente para manter a coluna alinhada durante a noite. Quem dorme de lado precisa de um colchão que permita leve adaptação nos ombros e quadris, evitando pontos de pressão. Já pessoas que dormem de barriga para cima tendem a se adaptar melhor a colchões de firmeza intermediária, que ajudam a manter a curvatura natural da coluna. Para quem dorme de bruços, modelos mais firmes costumam ser recomendados, pois evitam que o quadril afunde excessivamente e cause sobrecarga na região lombar.

Além do conforto, o colchão exerce papel importante na saúde da coluna. Um suporte inadequado pode contribuir para desalinhamentos posturais, tensão muscular e desconfortos recorrentes. “Quando o colchão é muito macio ou muito rígido para aquele biotipo, a coluna pode ficar curvada ou tensionada, o que pode gerar dores lombares e prejudicar a qualidade do descanso”, afirma Jarbas.

Diante dessas diferenças individuais, cresce no mercado a oferta de colchões desenvolvidos de acordo com o biotipo de cada pessoa, levando em consideração fatores como peso, altura e posição de dormir. Para Jarbas, essa abordagem tende a garantir mais conforto e qualidade de sono. “Quando o colchão é pensado para as características do corpo, o descanso se torna mais eficiente e o impacto positivo aparece na disposição e na saúde ao longo do tempo”, afirma.

É possível tirar seu nome do Google? Entenda quando a Justiça permite a desindexação de conteúdos

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É possível tirar seu nome do Google? Entenda quando a Justiça permite a desindexação de conteúdos

Advogada explica por que o direito ao esquecimento não existe no Brasil e quais caminhos jurídicos podem reduzir a exposição online

Com a ampliação da exposição digital e a memória praticamente infinita da internet, cresce no Brasil o número de pessoas que recorrem à Justiça para tentar desvincular seus nomes de conteúdos antigos publicados online. A discussão envolve dois conceitos frequentemente confundidos: o direito ao esquecimento e o direito à desindexação.

Embora pareçam semelhantes, eles têm significados jurídicos distintos, e apenas um deles encontra respaldo no ordenamento jurídico brasileiro. De acordo com a advogada Eloise Bertol, do escritório Assis Gonçalves, Nied e Follador – Advogados, o direito ao esquecimento foi considerado incompatível com a Constituição Federal pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “O direito ao esquecimento seria a possibilidade de impedir a divulgação de fatos verdadeiros e lícitos apenas pelo decurso do tempo. O STF entendeu que essa ideia poderia comprometer a liberdade de expressão e de imprensa, que são pilares do regime democrático. Isso não impede, por outro lado, que eventuais abusos dessa liberdade sejam responsabilizados.”, explica.

Mesmo com a impossibilidade do direito ao esquecimento, existe no Brasil um instrumento jurídico capaz de reduzir a exposição de dados pessoais na internet, conhecido como direito à desindexação.

Nesse caso, o conteúdo não é apagado da internet, mas deixa de aparecer associado ao nome da pessoa nos resultados de busca. “Na desindexação, a informação continua existindo na página original, mas deixa de aparecer quando alguém pesquisa o nome da pessoa em mecanismos de busca. É uma forma de evitar que fatos antigos ou superados continuem sendo automaticamente associados ao indivíduo”, explica Eloise.

Segundo a advogada, essa possibilidade ganhou força no Brasil após decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ), especialmente no julgamento do Recurso Especial 1.660.168/RJ, que reconheceu a possibilidade de desvincular resultados de busca quando há prejuízo à dignidade, à privacidade ou à reputação da pessoa. “Não se trata de apagar a história ou censurar conteúdos, mas de evitar que algoritmos perpetuem automaticamente associações que já perderam relevância ou interesse público”, afirma.

A distinção entre os dois conceitos também tem sido reconhecida pelos tribunais estaduais. Em decisão recente, a 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) determinou que o nome de um homem fosse retirado dos resultados de busca relacionados a uma operação policial da qual ele não foi denunciado. No caso, o tribunal entendeu que não se tratava de direito ao esquecimento, que implicaria retirar as notícias, mas sim de desindexação, ou seja, da desvinculação do nome da pessoa das buscas.

Em outra situação, a 3ª Câmara Cível do mesmo Tribunal manteve o entendimento do juízo de origem que determinou a desvinculação das notícias que mencionam a morte violenta do irmão da autora, menor de idade. A autora, neste caso, não buscava o reconhecimento do direito ao esquecimento, mas a desindexação de conteúdo específico sobre seu irmão, que reaviva o trauma de seu falecimento, podendo prejudicar o seu desenvolvimento psicológico.

Para Eloise Bertol, decisões como essa demonstram que o Judiciário tem buscado equilibrar dois valores fundamentais: o direito à informação e a proteção da vida privada. “A internet ampliou a circulação e o armazenamento de informações. O desafio jurídico hoje é encontrar mecanismos que preservem a liberdade de expressão sem permitir que pessoas fiquem eternamente associadas a fatos que já perderam relevância”, afirma.

Segundo a advogada, o avanço da digitalização e o uso massivo de buscadores também têm aumentado a procura por orientações jurídicas sobre o tema. “Muitas vezes são situações em que notícias antigas, investigações arquivadas ou fatos superados continuam aparecendo com destaque em buscas online, gerando impactos na vida profissional e pessoal das pessoas”, explica. “A desindexação não é automática, nem aplicável a qualquer situação. Cada caso precisa ser analisado com cautela para preservar o equilíbrio entre direitos fundamentais”, conclui.

Soow Sigma recebe prêmio global da Fortinet por projeto de Unified SASE

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Soow Sigma recebe prêmio global da Fortinet por projeto de Unified SASE

Com crescimento de 32% no último ano, empresa brasileira é reconhecida por líder global em cibersegurança e projeta faturamento de R$ 500 milhões nos próximos três anos

A Soow Sigma foi reconhecida com o prêmio Unified SASE Partner of the Year 2025 durante o Fortinet Accelerate 2026, um dos principais eventos globais do setor de cibersegurança, realizado em Las Vegas. O reconhecimento foi concedido pela Fortinet, líder global em soluções de segurança digital e redes seguras.

A premiação destaca parceiros que lideraram projetos estratégicos dentro do ecossistema da Fortinet. A Soow Sigma foi a vencedora na categoria Secure Access Service Edge (SASE), que envolve a arquitetura e implementação de soluções em ambientes corporativos complexos. Para Vitor Castelo Branco Pupe, Senior Manager de canais da Fortinet, o reconhecimento reflete a consistência da parceria e o alto nível técnico da companhia. “Mais do que um troféu, esse prêmio representa uma jornada construída com forte engajamento e entrega. A Soow Sigma se destaca pela capacidade de executar projetos complexos e pela especialização em segurança, posicionando-se como um parceiro estratégico que entrega exatamente o que o mercado exige”, afirma.

Para o CEO da Soow Sigma, Roberto Fofano, o reconhecimento reforça a capacidade da empresa de estruturar e executar projetos avançados de segurança digital. “Projetos de SASE exigem muito mais do que tecnologia. Eles envolvem arquitetura bem definida, visão estratégica e capacidade de execução ao longo de toda a jornada, da concepção à operação. Esse prêmio mostra que o trabalho que estamos desenvolvendo no Brasil está alinhado às melhores práticas globais e que nossa equipe tem competência para entregar projetos críticos com alto nível de segurança e consistência”, afirma.

O modelo SASE integra tecnologias de rede e segurança em uma arquitetura baseada em nuvem, permitindo proteger usuários, aplicações e dados em ambientes corporativos cada vez mais distribuídos. A abordagem tem ganhado espaço à medida que empresas adotam estratégias de trabalho híbrido, computação em nuvem e acesso remoto a sistemas críticos.

“Cada organização possui um nível diferente de maturidade tecnológica. Por isso, nosso trabalho começa no desenho da arquitetura e segue até a implementação e operação do ambiente. Investimos continuamente na capacitação técnica da nossa equipe para garantir que a transição tecnológica ocorra de forma segura, integrada e sem atritos para o cliente”, afirma Fofano.

A premiação ocorre em um momento de forte expansão da companhia e reforça a estratégia de crescimento baseada em serviços avançados de cibersegurança. Em 2025, a Soow Sigma registrou crescimento de 32% e projeta alcançar faturamento de R$ 500 milhões nos próximos três anos. Atualmente, a empresa conta com 180 colaboradores, sendo cerca de 45% dedicados a projetos e operações de cibersegurança, o que sustenta sua atuação como integradora e provedora de serviços gerenciados de alta especialização.

Nesse cenário, o principal foco de investimento está na evolução do Security Operations Center (SOC) 24×7, estruturado para atuar de forma contínua na detecção, análise e resposta a incidentes, com uma abordagem que vai além da operação técnica. O modelo adotado pela Soow Sigma incorpora uma visão executiva de risco, considerando o impacto dos incidentes na continuidade dos negócios, na reputação e na operação dos clientes, posicionando o SOC como um elemento estratégico dentro da governança de segurança, e não apenas como um centro de monitoramento.

Com atuação nacional, a Soow Sigma está entre os principais parceiros de negócios da Fortinet no Brasil, integrando um grupo restrito de parceiros estratégicos da fabricante no país, com destaque no desenvolvimento de projetos de cibersegurança para ambientes corporativos críticos e de alta complexidade.

Certificada pela norma internacional ISO 27001, referência global em gestão de segurança da informação, a Soow Sigma é especializada em cibersegurança, conectividade e serviços gerenciados, apoiando organizações em sua jornada de maturidade cibernética por meio do desenvolvimento de projetos personalizados que integram tecnologias de segurança, redes e operações gerenciadas. Com mais de 40 anos de experiência no mercado de tecnologia, a empresa já entregou mais de 5 mil projetos, protege atualmente mais de 35 mil endpoints em organizações de diferentes setores da economia e mantém índice de satisfação de 96% entre seus clientes.

A Soow Sigma está preparada para monitorar, detectar e reagir a incidentes de forma contínua, garantindo proteção a ambientes corporativos críticos por meio de uma operação estruturada que integra tecnologia, processos e especialistas. Esse modelo é sustentado por um portfólio completo de serviços de cibersegurança, que inclui Security Operations Center (SOC) 24×7, CSIRT, Gestão de Vulnerabilidades e Resposta a Incidentes, permitindo atuação preventiva, resposta rápida a ameaças e suporte à continuidade dos negócios.

Reconhecida internacionalmente no ecossistema da Fortinet, a companhia acumula premiações e certificações de alto nível, incluindo mais de 170 certificações Fortinet e cerca de 50 certificações adicionais em cibersegurança, além de resultados expressivos no Ultimate Fabric Challenge (UFC), competição técnica mundial promovida pela fabricante, na qual foi o único representante do Brasil na última edição e ficou entre os 10 melhores do mundo, alcançando a 9ª colocação global, evidências da especialização técnica da empresa na proteção e operação de ambientes corporativos de alta criticidade.

Lei Felca: entenda o novo marco de proteção para crianças e adolescentes

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Lei Felca: entenda o novo marco de proteção para crianças e adolescentes

Especialista em defesa e proteção de crianças e adolescentes dos Amigos do HC alerta para a necessidade de orientação, supervisão e vigilância constante de pais e responsáveis sobre comportamentos no meio digital

O Brasil deu um passo histórico na proteção de suas futuras gerações. O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei 15.211), também conhecido como ECA Digital ou Lei Felca, começou a valer no último dia 17 de março e representa o avanço legislativo mais significativo para a proteção infantojuvenil desde a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990. Batizada de ECA Digital, a nova lei surge em um momento crítico, em que a fronteira entre o mundo físico e o virtual se tornou praticamente inexistente.

De acordo com Luci Pfeiffer — médica pediatra, doutora em Saúde da Criança e do Adolescente pela UFPR, psicanalista e coordenadora do Programa DEDICA (Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente), mantido pela Associação dos Amigos do HC —, um dos pilares da nova legislação é a quebra da falsa sensação de segurança que muitos responsáveis sentem ao verem seus filhos em casa, mesmo quando absorvidos pelas telas e pelo mundo virtual. A pediatra enfatiza que a tecnologia, embora fantástica para muitas áreas que envolvem a infância e a adolescência, como a educação e a saúde, abriu portas para riscos e danos a esta população sem precedentes.

“É uma conquista que a legislação brasileira tenha se preocupado com essa nova forma de violência que atinge crianças e adolescentes não protegidos do mundo virtual. Acreditávamos que, se os filhos estivessem fechados no quarto, ainda que ocupados com o celular ou computador, estariam em ambiente seguro. Não estão. Eles estarão acessíveis a mais de 6 bilhões de internautas e, entre eles, com a ajuda da Inteligência Artificial, pessoas cruéis que usam a tecnologia para filtrar quem é essa criança e como assediá-la com diversos objetivos perversos diretamente”, alerta a especialista.

Responsabilidade das plataformas e proteção de dados

Parte do texto da Lei 15.211 é focada na responsabilização das Big Techs. A partir da lei, plataformas e aplicativos são legalmente obrigados a manter mecanismos de proteção para crianças e adolescentes ativos, sendo proibido o uso de dados pessoais de menores de idade — incluindo informações de geolocalização, cookies e hábitos de navegação — para fins comerciais ou publicitários.

Luci Pfeiffer destaca que o uso frequente e desregrado de plataformas digitais torna as crianças e adolescentes alvos fáceis para o processo de phishing, ou pescaria, sendo atraídos e levados a obedecer aos comandos de qualquer um, tanto para a captura de seus dados e de sua família (para venda a todo tipo de consumo) como para abordagem direta e submissão a várias formas de violência.

“Um fator fundamental é quando uma criança ou adolescente é identificado pela Inteligência Artificial pelo seu uso de plataformas e aplicativos de forma continuada, por longos períodos sem interrupção ou, ainda, em horários em que deveria estar em outra atividade, especialmente na madrugada, sinalizando que está sem a supervisão e o cuidado de um adulto”, explica.

A proposta do ECA Digital é inibir que as crianças e adolescentes sejam abordados de forma invasiva, o que os coloca em risco ou em situação de violência, e evitar que seus dados pessoais sejam captados e comercializados para todo tipo de uso — desde a venda de produtos e indução a apostas e outros vícios até a incitação à violência ou venda como material de pedofilia e pornografia infantojuvenil.

Embora a lei tenha entrado em vigor em 17 de março, levará tempo até que se definam os meios e prazos para que suas normas sejam cumpridas e para que todas as empresas ligadas à internet ofereçam os meios de cuidado e proteção. “Assim, como princípio que continua, o ensino e a imposição de regras de uso das telas, a orientação, a supervisão continuada e o exemplo que os pais dão no uso de seus próprios equipamentos são fundamentais para criar um uso inteligente, saudável e protegido nos ambientes do mundo virtual”, esclarece a médica.

Inteligência Artificial

O ECA Digital abrange sistemas de IA, exigindo a oferta, manutenção e revisão periódica de ferramentas de proteção para crianças e adolescentes, além da desativação de funções não essenciais ou de risco. A fiscalização do cumprimento da lei será intensificada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que agora atua como agência reguladora central.

Ainda segundo a especialista, a nova legislação é uma extensão da doutrina da proteção integral, garantindo que o direito à dignidade e ao respeito das necessidades e características de seres em fase especial de desenvolvimento seja soberano. “A lei traz penalidades para as plataformas que não cumprirem com a proteção da infância e adolescência, mas ela também é um chamado a toda a sociedade para a necessidade do cuidado em todos os ambientes.”

A vigilância, supervisão e proteção da infância e adolescência não são responsabilidades apenas do Estado, mas também de toda a sociedade e, especialmente, da família. Assim como no ECA de 1990, todos os direitos de cuidado e proteção do mundo real devem ser garantidos no virtual. É dever de qualquer pessoa que presenciar ou suspeitar de situação de violência contra uma criança ou um adolescente proteger e denunciar para órgãos especializados, como o Conselho Tutelar e o Ministério Público. Nos crimes do mundo virtual, a denúncia também deve ser feita às plataformas e delegacias de crimes cibernéticos. “A justiça precisa ser ágil para impedir novas violências e punir os culpados”, conclui a coordenadora do DEDICA, Dra. Luci Pfeiffer.

Curitiba sedia torneio inédito que une esgrima olímpica e paralímpica

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Curitiba sedia torneio inédito que une esgrima olímpica e paralímpica

Evento promove inclusão com competições mistas e oferece oficinas gratuitas para o público conhecer o esporte

Entre os dias 10 e 12 de abril de 2026, Curitiba será palco de um marco para o esporte nacional: o Torneio Misto Paralímpico / Olímpico de Esgrima. O evento inédito será realizado no Ginásio do Centro de Esportes e Lazer (CEL) Dirceu Graeser, na Praça Oswaldo Cruz, reunindo cerca de trinta dos principais nomes das duas modalidades no Paraná.

Diferente das competições tradicionais, o torneio aposta na integração total, em que atletas olímpicos e paralímpicos dividem as mesmas pistas durante as disputas. O objetivo é incentivar a inclusão e promover a igualdade no esporte, mostrando que a esgrima é universal.

Para Clodoaldo Zafatoski, atleta paralímpico e um dos idealizadores do projeto, a iniciativa visa o desenvolvimento técnico de alto rendimento para ambos os lados. “Queremos elevar a quantidade e a qualidade dos combates na esgrima paralímpica. Como temos poucos campeonatos de esgrima paralímpica, oportunizar que o atleta olímpico jogue na cadeira de rodas nos proporciona uma variação de jogo maior e muito mais intensidade”, explica o paratleta.

Além de proporcionar uma nova experiência dentro do esporte para diversos atletas, o modelo de disputa também traz benefícios para o Estado. “O Paraná já é um celeiro de talentos na esgrima, mas faltava um calendário que desafiasse nossos paratletas em casa. Criamos um modelo de competição inédito, em que o foco não é apenas a inclusão, mas a competitividade real. E, como resultado, criamos um ambiente mais profissional, elevamos o nível dos atletas e posicionamos o Paraná, mais uma vez, como referência nacional em inovação no esporte”, afirma Fábio Ingenito, também idealizador do Torneio Misto.

Os atletas interessados devem ficar atentos aos prazos. O período de inscrição vai de 25 de março a 8 de abril. Para competir, é necessário ter a idade mínima de 14 anos (completados até a data de início do evento).

Programação

Além do alto rendimento, o torneio busca aproximar a população da modalidade. Na sexta-feira (10), o evento começa com uma jornada de vivência aberta e oficinas gratuitas, em que escolas – mediante agendamento – e o público em geral poderão aprender o básico da esgrima e experimentar o manuseio das armas de forma segura.

As competições oficiais seguem o cronograma:

– Sexta (10/04): Vivência aberta e oficinas de esgrima / 14h: provas de florete

– Sábado (11/04): Provas de espada

– Domingo (12/04): Provas de sabre

O regulamento prevê premiações para as categorias feminina e masculina, subdivididas nas classes paralímpica A, paralímpica B, olímpica e geral. Para os interessados em acompanhar as disputas ou participar das oficinas, o evento terá entrada gratuita e será realizado das 9h às 18h, nos três dias de evento.

O evento é promovido pela Federação de Esgrima do Paraná (FEP), com incentivo da Copel, Compagás, Hexion, ProEsporte e Secretaria de Esporte do Governo do Paraná, e apoio da Confederação Brasileira de Esgrima e da Prefeitura de Curitiba.

Serviço:

1ª Etapa do Torneio Misto Paralímpico / Olímpico de Esgrima

Data: 10 a 12 de abril de 2026

Horário: 9h às 18h

Local: Praça Oswaldo Cruz, s/n (CEL Dirceu Graeser) – Curitiba/PR

Entrada: Gratuita

Mais informações: www.paranaesgrima.com.br 

O Torneio Misto Paralímpico/Olímpico de Esgrima será realizado na Praça Oswaldo Cruz, reunindo cerca de trinta dos principais nomes das duas modalidades no Paraná. O evento é gratuito. (Crédito da foto: Federação de Esgrima do Paraná)

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Contribuintes podem apoiar causas sociais de proteção à infância e à pessoa idosa dos Amigos do HC diretamente na declaração

A época de prestar contas com a Receita Federal pode ser, também, um momento de solidariedade. Ao realizar a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), os contribuintes brasileiros têm o poder de decidir onde parte do seu imposto será aplicado, destinando valores diretamente para causas sociais que impactam a vida de milhares de pessoas. A Associação dos Amigos do HC, que atua há mais de 40 anos na defesa de direitos e promoção da saúde, é uma das instituições beneficiadas.

Neste período de declaração, a destinação feita por pessoas físicas é direcionada especificamente para projetos voltados à infância, à adolescência e à pessoa idosa. É importante destacar que o contribuinte não escolhe o projeto individualmente no ato da declaração, mas sim o fundo correspondente, como o Fundo Municipal ou Estadual da Infância e da Adolescência (FIA) ou o Fundo do Idoso. Esses recursos são, então, repassados para iniciativas dos Amigos do HC, como os projetos PROTEGER II – “Expandir para proteger” (FIA Paranaguá); Oficinas para o Futuro II (FIA Paraná – Comtiba); DEDICA – “Mantendo e Conservando”; DEDICA – “Despertando Sorrisos” (FIA Estadual) e CEDIVIDA – “Bem Viver – CEDIPI”.

A importância dessa participação direta da sociedade é reforçada pelo presidente da Associação dos Amigos do HC, Ercílio Santinoni: “A destinação do Imposto de Renda é um recurso vital para a continuidade dos nossos projetos. Quando o contribuinte escolhe destinar, ele garante que o atendimento às crianças vítimas de violência e o acolhimento aos nossos idosos não parem. É um valor que não sai do bolso do cidadão, mas que faz uma diferença imensa na ponta, para quem mais precisa de cuidado e proteção”, afirma Santinoni.

O papel estratégico do contador

Para que essa solidariedade se concretize de forma segura e eficiente, a figura do contador é indispensável. É este profissional quem possui o conhecimento técnico para orientar o contribuinte sobre o modelo completo de declaração, o único que permite a destinação, e garantir que os prazos e limites legais sejam rigorosamente respeitados.

Bárbara Bernardinelli, contadora e CEO da ABContábil, destaca a relevância dessa consultoria especializada. “O papel do contador vai muito além do preenchimento de guias; nós somos a ponte entre a obrigação fiscal e o impacto social. Orientamos o cliente para que ele entenda que destinar não é pagar mais imposto, mas sim exercer a cidadania. Com a nossa conferência, evitamos erros no preenchimento que poderiam levar à malha fina e garantimos que o valor calculado pelo sistema da Receita chegue corretamente aos fundos que mantêm os projetos dos Amigos do HC. É uma segurança tanto para quem doa quanto para a instituição que recebe”, garante.

O processo para ajudar é simples e pode ser feito por qualquer cidadão que utiliza o modelo completo de declaração. No próprio programa da Receita Federal, basta selecionar a opção “Doações Diretamente na Declaração” e escolher o fundo desejado. O sistema calcula automaticamente o potencial de destinação, que pode chegar a até 6% do imposto devido.

Para facilitar ainda mais o processo, os Amigos do HC disponibilizam em seu site um e-book detalhado com o passo a passo para realizar a declaração e a destinação correta. O material pode ser acessado gratuitamente por meio do endereço: https://www.amigosdohc.org.br/irpf/ .

Para garantir que o recurso chegue aos Amigos do HC, após o pagamento da DARF de doação, o contribuinte deve enviar o comprovante para o e-mail relacionamento@amigosdohc.org.br com seus dados pessoais e a indicação da causa que deseja apoiar. Esse passo é fundamental para que a associação possa identificar a origem do recurso e aplicá-lo nos projetos mencionados, garantindo a transparência e a efetividade da ação.

O prazo para a declaração e destinação do Imposto de Renda de 2026 começou em 23 de março e termina no dia 29 de maio.

Sobre a Associação dos Amigos do HC

Os Amigos do HC são uma Organização da Sociedade Civil (OSC) sem fins lucrativos que, há quase 40 anos, atua na promoção da saúde e defesa de direitos. Seu compromisso consiste em melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes do SUS, familiares e acompanhantes do Complexo Hospital de Clínicas da UFPR.

Desde 2016, a associação também presta assistência interdisciplinar para crianças e adolescentes vítimas de violências graves e gravíssimas por meio do Programa DEDICA – Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Em 2024, ampliaram a atuação com o lançamento do Programa PROTEGER, que passou a oferecer em Paranaguá o mesmo modelo de atendimento realizado pelo DEDICA em Curitiba. Além disso, desde 2021, mantém o Programa CEDIVIDA – Centro de Direitos à Vida da Pessoa Idosa, focado no protagonismo e no envelhecimento saudável.

Serviço:

Associação dos Amigos do HC

Endereço: Av. Agostinho Leão Júnior, 336 – Alto da Glória, Curitiba – PR

Telefone: (41) 3091-1000

Informações: https://www.amigosdohc.org.br/irpf/